Enfim, após uma não tão longa espera, a nova geração de videogames começa a despontar no horizonte. E os primeiros raios são verdes, com um X no meio e com o apoio de bilhões de dólares em marketing. Chegou às lojas americanas, dia 22, o XBOX360.
A nova máquina realmente impressiona. As filas quilométricas já eram esperadas e o suposto "estoque baixo" de consoles também. Talvez o que tenha se estabelecido com a nova empreitada da Microsoft nesse mercado é que ele nunca mais será só para crianças.
Um videogame que custa mais de 500 dólares (no pacote mais decente, com HD e controle sem fio) não é apenas um brinquedo. É muito mais do que isso e Bill Gates quer que saibamos disso. Na verdade, essa tendência "All-in-one" se iniciou com o Playstation2 e a cultura de uma empresa de eletroeletrônicos, a Sony. Hoje, com seu XBOX360 você pode fazer tudo, ponto. Filmes, músicas, internet, fotos, pipoca, grelhados. E jogar, é claro.
Atendeu às expectativas? É claro que sim. Os gráficos de Project Gothan Racing 3 e a jogabilidade online de Perfect Dark Zero por si só já valem uma geração inteira de máquinas. Os avanços técnicos parecem ter sido muito superiores ao que tinham visto no passado. Os jogos estão se aproximando muito da realidade.
Há o contraponto, porém. Essa perfeição nos gráficos também tornou os detalhes mais visíveis. Sendo assim, é mais do que normal encontrar falhas nos personagens, cenários, principalmente em NBA Live'06, quando jogado em alta-resolucão. Aliás, resolução é a palavra-chave no quesito gráficos. Só falta uma TV compatível (lá se vão mais 1500 dólares).
Previsões são muito difíceis e no mercado de games, quase impossíveis. TETRIS é um horror de gráficos e um sucesso estrondoso em matéria de diversão. O Dreamcast tinha ótimos gráficos e péssimo conteúdo. Se eu tivesse que apostar, apostaria que o XBOX360 ainda vai dar o que falar. Não é nada de novo, é a mesma fórmula revisitada e atualizada. Entretanto, ele tem tudo que o hardcore gamer de hoje quer: uma enorme comunidade online, ótimos jogos high-end de tiro e esportes e funciona como um hub de mídia.
Só vale lembrar que esse grupo de consumidores é pequeno, ínfimo perto do número de pessoas dispostas a experimentar um jogo novo, diferente. A Microsoft está optando pelo caminho da excelência técnica, junto com a Sony e o PS3. E como esse é um blog bem parcial sim, digo que há outro caminho: o da excelência criativa, o da Nintendo. Os gráficos e a 'configuração' do videogame ainda são relevantes pro consumidor. Mas nem um pouco como eram há 5 anos e como não serão mais nos próximos 5 anos. Todos conseguem o mesmo visual, então qual a diferença?
Chega a ser um pouco engraçado, já que a Microsoft atua em um mercado extremamente padronizado (informática) e, por isso, realiza um esforço enorme para estabelecer suas marcas, apontar diferenciais que mantenham o consumidor longe do 'Open'. Já com o XBOX360, parece que é a outra Microsoft. Uma que apóia o mercado e vai no vácuo. Na verdade, deixa vácuo pois correram e bem pra lançar esse console antes da concorrência. Com os altos custos envolvidos, que fazem a MS PERDER dinheiro a cada máquina vendida, está me cheirando a Dreamcast 2. Veremos...






