segunda-feira, outubro 30, 2006

PS3 - Raridade?

Mesmo com o lançamento bem próximo (11 de Novembro) a Sony parece não ter grandes ambições para o PS3, ao menos nos primeiros meses. O problema de estoque e número de consoles finais continua em pauta e, na verdade, tornou-se quase uma piada. Afinal no Japão, onde a Sony é mais forte, o PS3 não será vendido pelo site oficial da empresa e os consumidores estão recebendo 'Vales' que garantem um PS3 em algum momento no começo de 2007, quando uma nova leva de consoles sairá da fábrica.

Além disso, sites de importação (no caso, o Play-Asia) estão CANCELANDO os pedidos antecipados feitos a partir de Outubro, em virtude da baixa quantidade de consoles disponíveis. E para completar a história toda, a própria Sony disse que os números de vendas de PS3 projetados até o fim do ano (cerca de 2 milhões de consoles) são "estimativas-alvo, que servem de referência mas não devem ser alcançados". O Nintendo Wii, que lança dia 14, está garantido para 4 milhões de pessoas.

Estranho, para dizer o mínimo. O PS3 tem os mais avançados dispositivos tecnológicos, mas essa demora e escassez podem dar mais espaço para o crescente Xbox360 e o desafiante Nintendo Wii. Uma empresa como a Sony geralmente sabe o que faz. Mas a verdade é que ela parece ter superestimado o PS3 e seus componentes, que não só são caríssimos, mas também difíceis de produzir (por questões de custo, logística e até falta de matéria-prima para o lase azul do drive Blu-Ray, pode isso?).

É óbvio que o sucesso do PS3 depende mais dos jogos e capacidade do console do que o número disponível à venda nos primeiros meses. Porém, é normal a Sony perder dinheiro com o lançamento de um console (PS1 & PS2) durante 1 ou até 2 anos para, depois, obter retorno. Com um preço bem alto e a lentidão para chegar às lojas, será que o PS3 vai ser um bom negócio? Para os gamers, com certeza. Para a Sony, cada vez mais parece que não.

OBS - Com tantos problemas na linha de produção, pelo menos no Marketing a Sony continua muito boa. Lançou um comercial do PS3, com um bebê sentindo emoções diante de um PS3. Surreal e muito legal! Link no Youtube aqui.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Proteção Digital My Ass

A facilidade e praticidade do iTunes são razões do sucesso desse formato. Digo formato por se tratar de um software + provedor de conteúdo na internet, a loja iTunes que há tempos vende seriados e filmes, além de músicas.

Para quem não é acostumado com esse ambiente todo, uma informação: todas as músicas e vídeos adquiridos pelo iTunes têm proteção DRM (Digital Rights Management, ou algo assim) a qual impede que sejam reproduzidos em outro computador, gravados em CD ou mesmo copiados para um MP3 Player que não seja o iPod. Um problemão pra usuários tão acostumados com Kazaa, Emule, Napster e afins.

Mas no mundo da informática nada é eterno. A versão 6 do iTunes já tinha sido 'quebrada' com um software que, após instalado, removia a proteção DRM (o QTFair Use). Então, às 10:22 da Manhã do dia 13 de Setembro, foi lançado o iTunes 7, reformulado, atualizado e com proteção DRM totalmente nova.

Às 6:23 da Tarde no mesmo dia já saiu versão nova do QTFair Use, habilitada para remover proteção de mídias no iTunes 7. Ou seja, pouco mais de 8 horas para quebrar o novo código do DRM. Até que demorou, hein? :) >> Via Engadget

quarta-feira, agosto 02, 2006

Novo Windows, velho vexame.

Em apresentação do sistema de reconhecimento de voz do já-cheio-de-bugs Windows Vista, o palestrante da Microsoft ficou, no mínimo, sem jeito. Enquanto ele ditava simples palavras em um microfone, um editor de texto reproduzia as palavras na tela com certa dificuldade. Quando errou uma palavra, o homem da MS tentou apagá-la, dizendo "Select All" (selecione tudo). Por alguma razão, o software escreveu "so double the killer delete select all" (então dobre o assassino apague selecione tudo). O auditório cai na gargalhada e mesmo o apresentador não se conteve.

O engraçado na história é que não é a primeira gafe da Microsoft em demonstrações de produtos. Com o Windows 98 a coisa foi muito pior, com a hoje fadada tela azul subindo no meio da palestra e deixando Bill Gates (na época ele estava no palco) sem graça e bem puto, eu diria. Windows Media Center, mesmo problema em um programa de TV. E hoje vemos tudo se repetir.

Como uma empresa tão séria e poderosa deixa isso acontecer? Parece até descaso e petulância do tipo "É, não fazemos produtos polidos, mas dá pro gasto e vende bem". Eles nunca aprendem mesmo. A notícia e vídeo, aqui.

quinta-feira, julho 13, 2006

O controle da mente

Cientistas do projeto BrainGate Neural Interface System realizaram testes clínicos com um "neuromotor" desenvolvido pela empresa Cyberkinetics Neurotechnology Systems em um paciente de 25 anos, tetraplégico desde 2001. O protótipo, em tese, permite que o usuário comande operações de um computador apenas com o pensamento. Parece ficção científica, não? Mas é a pura verdade e a revista Nature publicou um artigo sobre o caso.

Em 2004, o paciente Matthew Nagle teve o neuromotor implantado na superfície de seu cérebro em 2004. A partir daí, conseguiu aprender como estimular o movimento de um cursor de computador na tela apenas...pensando em movê-lo! Durante 57 aulas, Matthew conseguiu abrir e-mails simulados, desenhar formas circulares com programas gráficos e até jogar um tipo de Pong 'neural'. Tudo isso, apenas com a força da mente.

O implante, aliás, tem 4 mm x 4 mm e 100 mínimos eletrodos, mais finos que um fio de cabelo humano. Porém, é mais do que o suficiente para transmitir os impulsos elétricos gerados pelo cérebro até o computador. As aulas e prática serviram para que o paciente pudesse adequar seus pensamentos e entender exatamente o que era possível fazer e a partir de quais pensamentos.

Isso é pura ficção tomando formas reais. Implantes cerebrais eletrônicos sempre foram uma solução um tanto avançanda e, até hoje, hipotética para problemas relacionados à perda de movimento, sensibilidade, etc. Para mais informações, procure na revista Nature e leia o press-release do projeto. O site da empresa você encontra aqui.

quarta-feira, maio 17, 2006

Wii own E3

A E3 2006 se foi e deixou um belo rastro para os fãs da Big N. Após uma contagiante Conferência Pré-E3, a Nintendo colocou nas mãos do público, pela primeira vez, seu novo console: Wii. Piadinhas com o nome à parte, o sucesso foi total. Estrondoso. Bateu recordes de filas de espera para jogar poucos minutos com o dispositivo mais inovador dos útlimos tempos.

O controle com sensor de movimento provou ser tudo aquilo que a Nintendo vinha prometendo. Ele transmite perfeitamente as ações do jogador para a tela em tempo real. E não estou falando de simplesmente balançar o controle um pouco e sim, tomar conta do que acontece no jogo. Um dos carros-chefe do Wii é a série Wii Sports e ela sustentou um dos objetivos que a Nintendo tinha ao desenvolver o novo console: a simplicidade em jogar. Qualquer um que pegasse o controle durante a E3 poderia se divertir (e muito!) com os jogos de Beisebol, Tenis ou Golf, incluídos nesse pacote. Os movimentos do bastão, raquete ou taco imitavam perfeitamente o que o jogador fizesse, inclusive o giro do braço no Beisebol ou a pegada por baixo no Lob do Tenis.

Mas além de jogos um tanto óbvios para um controle com essa capacidade, muitas novidades estavam por lá. Havia o novo jogo do Sonic, totalmente reformulado e em uma perspectiva nunca vista, misturando ambiente 3D com movimentação 2D. Também foi apresentado o novo Final Fantasy, reiterando a volta da famosa série aos consoles Nintendo. Excite-Truck é um outro jogo interessante, de corrida de caminhões. Para dirigir, basta virar o controle de lado e utilizá-lo como volante.


E, como não podia deixar de ser, as grandes franquias da Big N vieram com força total. Zelda e Mario se apresentaram de forma brilhante. O encanador está de volta em uma aventura diferente de tudo já visto. Super Mario Galaxy irá se passar em planetas e estrelas, ambientes de gravidade zero e exigindo muito movimento do jogador. Já Zelda, além de toda a tradição, agora permite que itens sejam usados mais intuitivamente com o Wiimote (apelido do controle do WIi, carinhosamente batizado pelo canal Wii da IGN), como arco e flecha, vara de pesca e, principalmente, a espada.

Mais algumas surpresas foram vistas, como Tony Hawk e Madden 2007, provando que jogos tradicionais terão lugar no Wii e que os desenvolvedores estão muito interessados em novas formas de apresentar suas criações. Isso era até esperado já que, aos poucos, os segredos vão sendo revelados e o potencial do controle começa a ser claramente percebido. Falando em segredos, a Nintendo mostrou na E3 um trailer do novo Super Smash Brothers, o qual havua ficado de fora da Conferência e muitos achavam que ele nem pintaria no chão da feira. Pintou e, além disso, parece fantástico! Um último detalhe: o controle tem um alto-falante embutido, o que aumenta a sensação de imersão no jogo. Quando bater sua espada com o inimigo, por exemplo, você ouvirá o tilintar do metal na sua mão e não a TV. Nice.

Ao fim da feira, a unanimidade era prova. Wii tomou a feira, a atenção e as expectativas de todos. Claro que seus gráficos não se comparam ao PS3, mas não deixam a desejar não, especialmente Super Mario Galaxy que é lindo. Porém, a mensagem parece ter sido absorvida. Wii é sobre diversão, facilidade, interação e imersão. A experiência de jogo será revolucionada e as possibilidade são infinitas, só depende dos produtores e suas idéias. Para os fãs da Nintendo, esse ano entrará pra história.

terça-feira, maio 09, 2006

PS3 - Data e Faca...digo, Preço.

Enfim, é tempo de E3! A feira anual de games realizada em Los Angeles esse ano promete muitas novidades, a começar por 2 novos consoles que serão apresentados às mãos público, Wii e Playstation 3. E digo às mãos porque aos olhos já tinham sido mostrados um pouco no ano passado (mais por parte da Sony, já que a Nintendo sempre foi mais calada).

Agora as informações são mais oficias e concretas. Ontem, na Conferência de Imprensa Pré-E3 que a Sony realizou, foi anunciado finalmente o preço do PS3 assim como sua data de lançamento. E que surpresa! Primeiro, a data foi dividida em 2 fases, como de costume. Em 11 de Novembro, o console chega às lojas japonesas e 6 dias depois, dia 17, o lançamento na Europa, EUA e Australia/Asia será realizado. (Sim, não vê o Brasil aí na lista porque não está mesmo, ponto. Continuaremos importando consoles sem garantia, pelo visto).

Falemos do preço, então. Imitando a Microsoft, a Sony pretende oferecer duas versões do console. Uma com HD de 20GB, sem suporte a HDMI (interface para vídeos em Alta-Resolução FULL) nem rede Wi-Fi, por US$499 e outra com o HD de 60GB e todas as funções, por US$599. Os consoles terão até uma faixa prateada, identificando o mais 'poderoso'. Na verdade é óbvia a escolha pela unidade mais cara, já que eventualmente o consumidor irá ter uma HDTV e só com a saída HDMI usufruirá de toda a qualidade de imagem disponível. Seria como optar por uma TV Branco e Preto só porque custa 100 dólares a menos.

Bom, esse é só o começo. A Sony também promete trazer muitos games à E3 e justificar todo o Hype criado em cima do poderia gráfico do PS3. Alguns já foram mostrados a portas fechadas, outros estarão na feira, prontinhos para serem testados. Traremos os principais pontos da feira ao longo da semana. Mas, se ficou impressionado com o PS3 desde o ano passado, é bom ir economizando desde já.

quinta-feira, maio 04, 2006

Wii vem aí

A revolução chegou ao fim e deu espaço ao Wii...Wii? Bem, vamos explicar melhor. O console de próxima geração da Nintendo tinha, até agora, um codinome muito interessante: Revolution (Revolução, em inglês). Isso tudo devido ao seu inovador controle, capaz de reproduzir na tela os movimentos das mãos do jogador. O nome, portanto, definia bem essa forma revolucionária de jogar games, na qual uma luta de espadas ganharia vida e uma simples lanterna para iluminar um quarto escuro se tornaria uma experiência impagável.

Pois bem, o esquema do controle continua o mesmo. Aliás, melhor: está cada vez mais claro que o 'Nutchuck', acessório ligado ao controle principal, também terá sensores de movimento das mãos. A única mudança foi mesmo no nome. Revolution agora se chama Wii. E para sempre. De acordo com a Nintendo, Wii é o nome oficial do console e não adianta reclamar.

Mas já estão reclamando e muito! Fóruns de discussão e sites especializados parecem concordar que o nome 'Wii' é um tanto estranho. Segundo a Nintendo, a idéia por trás do nome (e logo) é deixar claro o sentido de interação do console. 'Wii' soa como 'We' (nós, em inglês) e isso não é por acaso. Afinal, a empresa ambiciona atrais diversos públicos com o novo videogame e simplicidade do controle, principalmente os que não costumam jogar games. Além disso, os dois 'is' representam os controles e a tendência multi-jogador que vem crescendo no mundo dos games.

Deu pra entender ou mais ou menos? Pois bem, o mercado está na mesma dúvida. Claro que faz sentido a estratégia por trás do nome. Mas o nome é sim, estranho. Além de gerar muitas piadinhas em inglês, por lembrar uma parte do corpo masculino, 'Wii' pode gerar a impressão de que é uma máquina mais infantil, brincalhona...exatamente o posicionamento que a Nintendo vem lutando para mudar(!).

Seja como for, o nome é Wii mesmo. Portanto, vamos voltar à revolução por um momento. Se o controle fizer o que promete, o nome não será um problema. A diversão prometida e o encantamento do público podem superar qualquer divergência sobre o nome Wii. Não é o nome que faz o console, é o contrário. Dreamcast, Playstation, Mega Drive...eram todos nomes estranhos no início, depois pegaram. Além disso, o logotipo 'Wii' é muito bonito e ótimo para campanhas de marketing. A própria Nintendo divulgou um vídeo de apresentação da nova marca muito interessante.

Em 2 semana, tem E3. E Wii será colocado na mão do público pela primeira vez. Aí sim, veremos o poder da Nintendo, o poder da inovação. Haverá Mario no Wii, Zelda no Wii, Metroid Prime 3 no Wii e muitos, mas muitos outros games que rumores indicam ser impressionantes. Rapazes, chamem do que quiser. Só queremos jogar.

PS - Playstation 3 também é de uma originalidade só...

quarta-feira, maio 03, 2006

DNArte

Procurando uma obra de arte única, personalizada e, por que não, um tanto nerd? Então vá ao site GenePortrait e ganhe uma assinatura do seu DNA psicodélica.

É isso mesmo. A partir de uma amostra de saliva, a empresa cria imagens semelhantes às vistas em testes de DNA na TV. A diferença fica por conta das cores e montagens possíveis. Alguns gostam de colocar seu DNA junto a de seu bicho de estimação; outros, ao lado de toda a família.

O interessante mesmo é a exclusividade que esse tipo de trabalho tem. Afinal, duas pessoas nunca têm o mesmo DNA e, portanto, o resultado final é sempre diferente. O preço apenas é um pouco salgado, mas a empresa se dispões a enviar um CD com a arte-final em alta resolução, além de várias opção da obra em outras cores. Por 190 Euros.

quinta-feira, março 16, 2006

Frame Digital, finalmente.

Essa eu vou falar mesmo que não acreditem. Há mais ou menos um ano eu tive uma idéia igualzinha. Bem, na verdade na minha cabeça o frame seria prateado e o visor maior, para dar uma visual mais futurista. E também pensei em uma marca estrategicamente mais adequada, como KODAK, NOKIA, Motorola, etc.

Bom, desabafos à parte, a idéia é ótima (e não?) e agora a empresa francesa Parrot (papagaio, em inglês) lançou um porta-retratos digital, com visor de LCD de resolução 320 x 234 pixels. Como já disse, não se trata de alta qualidade de imagem, mas a facilidade de uso compensa. As imagens podem ser enviadas para o Frame digital via Bluetooth, seja do seu celular, câmera digital ou computador. Além disso, o aparelho possui um software de gerenciamento que redimensiona as imagens, programa slideshows e ainda desliga o visor durante a noite para economizar energia.

O design final do produto ainda não foi definido, mas a empresa deve oferecê-lo em diversar opções e tamanhos. Outros itens interessantes do mundo Wi-Fi podem ser encontrados no site da empresa, Parrot.biz

terça-feira, março 14, 2006

RFID Carpet

Os alemães da empresa Vorwerk apresentaram um carpete com chips de RFID integrado. Com a nova tecnologia, será possível direcionar, posicionar e orientar robôs e máquinas em um grande área sem necessidade de antenas ou cabos.

Robôs de limpeza, por exemplo, poderão usar os chips no chão para se mover no terreno e marcar as áreas já limpas. Ou mesmo ajudar grandes máquinas de transporte a se moverem dentro de armazéns. Indo mais longe ainda, porque não um carpete do shopping center que transmite para os celulares dos visitantes as principais ofertas do dia?

As aplicações são muitas, claro. O interessante nesse fato é a versatilidade que os pesquisadores estão encontrando na hora de criar transmissores RFID. Ao invés de ser um ponto isolado, como uma antena, essa nova tecnologia de troca de informações será muito mais integrada ao nosso ambiente. Aliás, no início a tecnologia RFID já inovou, colocando chips em etiquetas para agilizar o inventário de grandes estoques. Está na hora de as aplicações práticas se tornarem mais comerciais e acessiveis ao usuário final e não só grandes empresas. É uma questão de tempo.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

FON for You, for Us and for All

A internet é sinônimo de compartilhamento. E não poderia ser diferente com o acesso. Criada pelo Argentino Martin Varsavsky há cerca de 90 dias, a FON é uma comunidade mundial que compartilha seu acesso sem fio (Wi-Fi), em todos os lugares do mundo.

A idéia principal é criar uma comunidade global (hoje já são mais de 3000 mil membros) de pontos de acesso Wi-Fi grátis. Para isso, basta alguém ter um Roteador para compartilhar sua conexão e instalar o software da FON. Por ora, apenas o roteador da Linksys modelo WRT54G/GS/GL funciona, mas isso logo deve mudar.

Porém, a grande notícia ainda não é essa. Google, Skype, Sequoia Capital e Index Ventures irão investir 18 milhões de Euros no projeto e impulsionar de vez a distribuição gratuita de acesso à internet. Além disso, o dinheiro irá servir para que o software seja aprimorado e funcione com todos os roteadores mais populares.

É um grande passo para um mundo mais interligado, mais conectado e muito mais interativo. Iniciativas como essa provam o real sentido de compartilhamento da Internet, comentado no início, tanto na disponibilização do acesso quanto no próprio gerencimento dessa rede, a cargo de seus membros. Uma situação que deverá ser cada vez mais comum no futuro, com empresas, governos, institutos e usuários comuns todos trabalhando juntos. Veremos como a FON se desenvolve.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Em briga de marido e mulher, se mete um BCM7411D

Faltando apenas alguns momentos para a abertura da Feira de Eletrônicos CES 2006, a empresa Broadcom resolveu surpreender a todos com uma novidade pra lá de pertinente. Trata se de um chip, o BCM7411D, capaz de decodificar tanto o formato H.264 quanto o VC-1. Em outras palavras, ele reproduz ambos os formatos usados nos discos Blu-Ray e HD-DVD.

Essa novidade pode pôr um fim à batalha que se extende há mais de 1 ano pelo menos. Os novos discos a serem utilizados para conteúdo digital de Alta Definição (Blu-Ray, apoiado pela Sony, e HD-DVD, apoiado pela Toshiba) vinham sendo vistos mais como um problema do que uma solução. Assim como há 20 anos o VHS brigou com o BETA (e ganhou, aliás) hoje um embate semelhante era previsto entre os dois padrões citados acima.

O melhor dessa notícia é que o desenvolvimento de tal chip mostra que é perfeitamente viável existirem leitores e gravadores "híbridos", compatíveis com Blu-Ray e HD-DVD. Um grande alívio para os consumidores e também para as produtoras de vídeo, jogos, música, etc,uma vez que não precisarão lutar pela preferência do consumidor e pelo FORMATO que Player digital desse consumidor reproduz.

E, por fim, a Broadcom deve embolsar muito dinheiro com essa pequena gambiarra. Afinal, os leitores de Blu-Ray e HD-DVD já existem e basicamente utilizam os mesmos componentes. Com esse chip adicional e o pagamento de royalties à Broadcom, os aparelhos se tornarão 2 em 1 praticamente sem necessidade de desenvolver um novo produto.