Apesar de bonito e muito funcional, o novo gadget da Apple não parece tão revolucionário como seu co-irmão iPod. Claro que não vou desmerecê-lo, até porque o produto parece ser muito bom e ter algumas idéias interessantes. Porém, ele é apenas um apanhado das últimas tecnologias que vemos por aí, todas colocadas em uma tela touch screen e com a maça branca, sempre.
Não quero, aliás, criticar a Apple. Minha crítica é para a imprensa, que solta rojões por qualquer produto que Steve Jobs apresenta na tal MacWorld. Ele tem boas idéias, a empresa também as tem. Mas nem tudo é revolucionário, nem tudo é um ultimato. Com os saltos gigantescos que a tecnologia vem dando, será que nunca vamos aprender a nos controlar ao primeiro sinal de uma semi-novidade?
A questão é que navegação em internet, mapas e rotas, e-mail, música, foto e vídeo e até tela touch-screen são coisas mais do que usuais hoje em dia. Estão por toda parte, em um MP3 preso ao seu cinto, no BlackBerry no bolso, no Nintendo DS ou até nos SmartPhones japoneses e koreanos, que são quase PC's completos.
Parabéns à Apple pela investida em um novo mercado, o de comunicação, e por tentar levar a bandeira do Entretenimento junto. Isso é muito bom e é o futuro mesmo, a convergência de mídias e tecnologias. Mas calma, gente, é só um aparelinho com várias funções conhecidas já. O que o iPod fez foi diferente. Além da capacidade enorme para músicas, a integração com o iTunes e os acessórios fizeram dele uma referência do novo mercado de MP3.
O iPhone é mais como um Frankstein. Mas é lindo, claro.