O grande e poderoso Mario (sim, para nós da U.N.A, personagens de games também são celebridades. E, para seu próprio bem, sugerimos que passe a considerá-los como tais) será eternizado na Calçada da Fama de Hoolywood. Bem, não é simples assim, mas a idéia é essa.
O prefeito honorário de Holywood receberá uma petição com mais de 3000 assinaturas pedindo que o encanador mais famoso do mundo ganhe espaço ao lado de grandes estrelas do cinema (e de carne e osso). Se vai conseguir tal mérito, ainda não sabemos. Mas já fica clara a força que o entretenimento eletrônico vem ganhando nos últimos anos. Antes considerado assunto de nerds e poucos fanáticos, hoje os games (tanto para PC quanto consoles) movimentam mais de US$ 10 bilhões anuais, sendo que esse valor era de pouco mais de US$ 6 bi há 4 anos. Ou seja, quase dobrou em meia década, ultrapassando a performance de setores tradicionais da economia, como automotor e cinematográfico.
Além da expressividade do mercado de games e as cifras que ele movimenta (um game best-seller hoje tem orçamento na casa dos US$ 10 milhões pra cima), fica claro ainda que os personagens virtuais têm a capacidade de mexer com nossas emoções e ganhar espaço em nossa memória. Esse é o caso do Mario, já que muitos que nem jogam videogames o conhecem.
Por essa razão, Mario merece esse espaço. Pela tradição, por ser um ícone dos games e também cultural e, porque não, por simbolizar uma tendência cada vez maior com os avanços da tecnologia: nós estamos nos distanciando uns dos outros, apelando para meios, personagens e experiências virtuais, controladas e (em tese) mais seguras do ponto de vista social e psicológico.
(Vide o caso do gordinho que virou celebridade com seu vídeo na Internet. Ninguém se interessaria se ele, ao invés de gravar na webcam, tivesse convidado as pessoas para assistirem a uma apresentação ao vivo.)
MAY THE FORCE BE WITH YOU ALL!!! \\//