terça-feira, março 29, 2005

It's me, Mario!


O grande e poderoso Mario (sim, para nós da U.N.A, personagens de games também são celebridades. E, para seu próprio bem, sugerimos que passe a considerá-los como tais) será eternizado na Calçada da Fama de Hoolywood. Bem, não é simples assim, mas a idéia é essa.

O prefeito honorário de Holywood receberá uma petição com mais de 3000 assinaturas pedindo que o encanador mais famoso do mundo ganhe espaço ao lado de grandes estrelas do cinema (e de carne e osso). Se vai conseguir tal mérito, ainda não sabemos. Mas já fica clara a força que o entretenimento eletrônico vem ganhando nos últimos anos. Antes considerado assunto de nerds e poucos fanáticos, hoje os games (tanto para PC quanto consoles) movimentam mais de US$ 10 bilhões anuais, sendo que esse valor era de pouco mais de US$ 6 bi há 4 anos. Ou seja, quase dobrou em meia década, ultrapassando a performance de setores tradicionais da economia, como automotor e cinematográfico.

Além da expressividade do mercado de games e as cifras que ele movimenta (um game best-seller hoje tem orçamento na casa dos US$ 10 milhões pra cima), fica claro ainda que os personagens virtuais têm a capacidade de mexer com nossas emoções e ganhar espaço em nossa memória. Esse é o caso do Mario, já que muitos que nem jogam videogames o conhecem.

Por essa razão, Mario merece esse espaço. Pela tradição, por ser um ícone dos games e também cultural e, porque não, por simbolizar uma tendência cada vez maior com os avanços da tecnologia: nós estamos nos distanciando uns dos outros, apelando para meios, personagens e experiências virtuais, controladas e (em tese) mais seguras do ponto de vista social e psicológico.
(Vide o caso do gordinho que virou celebridade com seu vídeo na Internet. Ninguém se interessaria se ele, ao invés de gravar na webcam, tivesse convidado as pessoas para assistirem a uma apresentação ao vivo.)

MAY THE FORCE BE WITH YOU ALL!!! \\//

segunda-feira, março 21, 2005

2 em 1 de verdade.

Na última IDF (Intel Developer Forum) realizado na California, a empresa mostrou suas armas para a batalha pela próxima geração de chips. Como os últimos Pentium 4 mostraram, as CPUs atuais atingiram seu limite em termos de capacidade de processamento, levando-se em conta o consumo de energia e o calor dissipado (ambos acima do suportado pelos chips). A solução, mais um improviso do que realmente algo novo, são as CPUs Dual-Core.

O próprio nome já diz claramente, mas vale explicar. A Intel (e a AMD também, aliás) estão desenvolvendo versões de seus chips para Desktops, os quais irão conter 2 processadores juntos, agindo como 1. Isso torna possível um processamento superior, pois serão 2 chips trabalhando em conjunto, cada um tendo seu consumo de energia e sua dissipação de calor ainda dentro dos limites.

A idéia em si não é nova, já que no mundo corporativo de Servidores, a própria Intel possui o ITANIUM (que será Dual-Core em 2006) e outros fabricantes de chips RISC já trabalham com o conceito de 2 CPUs em um único soquete (local onde se encaixa o processador na placa-mãe).

Mas é sempre bom ver que os fabricantes estão correndo atrás de novas tecnologias e formas de produzir seus componentes. Cada vez mais o processamento e a capacidade dos computadores nos surpreenderá e ultrapassará barreiras hoje tidas como limites. Sempre foi assim e sempre será nesse mundo de tecnologias, chips, bits e bytes. O que falta, pelo menos por enquanto, é alguém se posicionar a respeito de uma nova tecnologia de semi-condutores. Uma tecnologia que não esteja presa ao modelo x86, aos tradicionais chips de silício, mas que traga uma revolução e mude o conceito que hoje temos de um computador (e seus componentes).

O problema maior é que em um mundo tão padronizado como o de Desktops, ninguém pretende arriscar fazer algo novo e, depois, não ter aceitação e "quebrar a cara". Entretanto, é sempre bom lembrar que há 20 anos, o padrão era IBM e o DOS era apenas mais um entre dezenas de OS candidatos a sucesso. Hoje, o DOS tornou-se Windows e o Windows tornou-se onipresente. Há 10 anos, nada de Linux. Hoje, é capa de revista. E por aí vai....


MAY THE FORCE BE WITH YOU ALL! \\//