Na última IDF (Intel Developer Forum) realizado na California, a empresa mostrou suas armas para a batalha pela próxima geração de chips. Como os últimos Pentium 4 mostraram, as CPUs atuais atingiram seu limite em termos de capacidade de processamento, levando-se em conta o consumo de energia e o calor dissipado (ambos acima do suportado pelos chips). A solução, mais um improviso do que realmente algo novo, são as CPUs Dual-Core.
O próprio nome já diz claramente, mas vale explicar. A Intel (e a AMD também, aliás) estão desenvolvendo versões de seus chips para Desktops, os quais irão conter 2 processadores juntos, agindo como 1. Isso torna possível um processamento superior, pois serão 2 chips trabalhando em conjunto, cada um tendo seu consumo de energia e sua dissipação de calor ainda dentro dos limites.
A idéia em si não é nova, já que no mundo corporativo de Servidores, a própria Intel possui o ITANIUM (que será Dual-Core em 2006) e outros fabricantes de chips RISC já trabalham com o conceito de 2 CPUs em um único soquete (local onde se encaixa o processador na placa-mãe).
Mas é sempre bom ver que os fabricantes estão correndo atrás de novas tecnologias e formas de produzir seus componentes. Cada vez mais o processamento e a capacidade dos computadores nos surpreenderá e ultrapassará barreiras hoje tidas como limites. Sempre foi assim e sempre será nesse mundo de tecnologias, chips, bits e bytes. O que falta, pelo menos por enquanto, é alguém se posicionar a respeito de uma nova tecnologia de semi-condutores. Uma tecnologia que não esteja presa ao modelo x86, aos tradicionais chips de silício, mas que traga uma revolução e mude o conceito que hoje temos de um computador (e seus componentes).
O problema maior é que em um mundo tão padronizado como o de Desktops, ninguém pretende arriscar fazer algo novo e, depois, não ter aceitação e "quebrar a cara". Entretanto, é sempre bom lembrar que há 20 anos, o padrão era IBM e o DOS era apenas mais um entre dezenas de OS candidatos a sucesso. Hoje, o DOS tornou-se Windows e o Windows tornou-se onipresente. Há 10 anos, nada de Linux. Hoje, é capa de revista. E por aí vai....
MAY THE FORCE BE WITH YOU ALL! \\//
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